Vaticano afasta padre Polonês que revelou ser gay
Monsenhor Charamsa fez revelação às vésperas do Sínodo.
“Quero que a Igreja e a minha comunidade saibam o que sou: um sacerdote homossexual, feliz e orgulhoso da própria identidade. Tenho um companheiro. Estou pronto a pagar as consequências, mas é o momento para que a Igreja abra os olhos para os gays crentes e entenda que a solução que eles propõem, a abstinência total do amor na vida, é desumana. Quero com a minha história escutar um pouco a consciência desta minha Igreja. Ao Santo Padre, revelarei pessoalmente a minha identidade em uma carta”, declarou o religioso.
Charamsa tem um cargo na Congregação para a Doutrina da Fé e é secretário adjunto da Comissão Teológica Internacional vaticana, além de ser professor da Universidade Pontifícia Gregoriana e na Universidade Pontifícia Regina Apostolorum.
A reação do Vaticano foi imediata e, como era de se esperar, muito dura. “Monsenhor Charamsa não poderá continuar a desenvolver as funções precedentes na Congregação para a Doutrina da Fé e nas Universidades Pontifícias, enquanto outros aspectos sobre sua situação serão de competência de seu responsável diocesano”, afirmou o porta voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.
Para o representante, a “decisão de realizar uma manifestação assim clamorosa à vigília do Sínodo aparenta ser muito grave e irresponsável porque quer submeter a assembleia sinodal a uma indevida pressão midiática”.
O teólogo, ao invés disso, explica que quis falar antes do início do encontro de bispos e laicos porque quer que durante o evento seja debatido que “o amor homossexual é um amor que tem a necessidade da família”. “Toda pessoa, também os gays, lésbicas e transexuais, leva no coração o desejo de amor e familiaridade”, ressaltou Charamsa.
O religioso ainda destacou que o papa Francisco vem sendo “fantástico” porque fez com que a Igreja “redescobrisse a beleza do diálogo”. Segundo o polonês, antes de Jorge Mario Bergoglio, os membros da entidade “não dialogavam” e o Sínodo “precisa ser de todas as famílias”.
O Sínodo sobre a Família irá debater, entre os dias 4 e 25 de outubro, diversos temas referentes às famílias católicas. Entre os pontos mais polêmicos, estará uma possível maior abertura aos gays e também a comunhão aos divorciados que se casaram novamente.
Ansa Brasil
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