Polícia Federal desarticula fraude em pagamento de prêmio em loterias da
Caixa
Os investigadores constataram que o esquema
criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, entre os quais um
ex-jogador de futebol da seleção brasileira
OPERAÇÃO
DESVENTURA
A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã, a
“Operação Desventura” com objetivo de desarticular uma organização criminosa
especializada em fraudar o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal por
meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria. Os valores desviados
podem atingir cifras milionárias.
Os valores dos prêmios não sacados seriam
destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Em 2014, ganhadores de
loteria deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca,
Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.
Aproximadamente 250 policiais federais estão
cumprindo 54 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, oito de
prisão temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão, nos
estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.
Os investigadores constataram que o esquema
criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por
movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar
gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude. Dentre esses correntistas
foi identificado, inclusive, um ex-jogador de futebol da seleção brasileira.
De posse de informações privilegiadas, a quadrilha
contatava esses gerentes, que se encarregavam de viabilizar o recebimento do
prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes
falsos.
Durante as investigações um integrante da quadrilha
chegou a ser preso quando tentava aliciar um gerente para o saque de um bilhete
de loteria no valor de 3 milhões de reais. Poucos dias depois de liberado pela
polícia foi executado em condições que ainda estão em investigação.
Durante a investigação foi possível identificar
ainda a atuação de doleiro na organização criminosa, além da prática de outros
delitos como fraude na utilização de financiamentos do BNDES e do Construcard e
liberação irregular de gravame de veículos.
A investigação conta com o apoio do Setor de
Segurança Bancária Nacional da Caixa Econômica Federal.
Os envolvidos responderão por organização
criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e
passiva, falsificação de documento público, evasão de divisas.

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