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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Parlamentares na câmara municipal de Santa Quitéria 

Antenor Ferreira 

Com clima mais calmo, dado a instauração e início dos trabalhos da CPI, que irá investigar denúncias de desvios de recursos da saúde, a câmara municipal de vereadores de Santa Quitéria/MA, sediou na manhã dessa quinta-feira, 24, uma sessão marcada por denúncias que escancaram o caos que vive o município, também na pasta da educação. 

Montagem com momentos da sessão dessa quinta-feira, 24, em Santa Quitéria 
Além das cobranças dos parlamentares, o presidente do núcleo do SIMPROESEMMA, José Augusto, anunciou que a categoria decidiu por mais uma greve, a partir da próxima segunda-feira, 28, dessa vez geral. 

Abaixo você confere os principais discursos que marcaram a sessão: 


Nonato da Colônia (vice-presidente)


Falou da paralisação de aulas, por conta de atrasos e redução de salários de servidores da educação, pedindo explicações do poder executivo. Ele também acrescentou que foi dado início nessa quarta, 23, aos trabalhos da CPI, que já começou apurar as primeiras denúncias.

Antonio José dos Santos Araújo (Presidente)

Em réplica as palavras de Nonato da Colônia, o presidente da casa destacou está preocupado com a situação, dizendo que o executivo mudou o comando da pasta (atual secretário o prof. Keller) e disse que irá buscar agilidade para aprovação de projeto de lei complementar apresentado pela categoria, visando a melhoria de condições de trabalhados dos servidores. 

Auriete Lima Costa

A parlamentar reforçou sobre a CPI, destacando que os trabalhos acontecerão todas as quartas-feiras pela manhã e tarde, sendo que na próxima semana começarão as auditivas com depoentes. Auriete também denunciou o corte da rede elétrica em repartições públicas, como a rodoviária e prefeitura Municipal. 


Ela também denunciou as péssimas condições de escolas do município, que foram inclusive foco de vistoria do Ministério Público (MP), bem como o hospital, onde foi detectado inúmeras irregularidades. 

Janete Santos Viana

A parlamentar comentou as condições de abandono, enfrentadas pelos moradores do povoado Buriti Seco, que estão sem água, sem professores na escola da comunidade e os poucos que se fazem presentes, sofrem com o atraso de salários, fato que vem se repetindo em vários povoados, segunda ela.


Janete acrescentou a ineficácia no fornecimento de merenda escolar, dizendo que onde há merenda não há água e condições para o preparo. Ela disse que espera que após os trabalhos da CPI da saúde, que haja da educação. 

Raimundo da Praça


Lamentou a redução de salários de servidores da educação, cobrou a posse e nomeação de profissionais da área, aprovados em último concurso público, tendo em vista o déficit de professores no município.

Domingos Viana (Líder do governo)

Comentou sobre o projeto de lei complementar apresentado pelo sindicato dos professores, projeto o qual foi foco de discussão sua com o presidente da categoria, José Augusto, que também se reuniu com o atual secretário de educação, onde houve impasse quanto às exigências impostas.

O líder do governo disse que ver como um importante passo o diálogo entre a categoria e governo, dizendo torcer pelo melhor para os servidores da pasta. 


Sobre a CPI ele destacou a preocupação do governo em elucidar os fatos elencados, tanto que afastou possíveis envolvidos no possível esquema de corrupção, segundo o parlamentar. 



Francisca Moreira



A parlamentar sugeriu que os 11 parlamentares da casa busquem o prefeito em sua residência, para cobrar esclarecimentos sobre o atraso de pagamento de professores, bem como a ausência desses profissionais nas escolas do município.

Francisco das Chagas (Teixeirinha)


Indagou ao presidente da casa se há interesse do executivo em solucionar o impasse com os professores, denunciando a precariedade do matadouro público, o qual apresenta condições insalubres, para o abate de animais.

Após o discurso dos parlamentares, foi dado voz na tribuna ao sindicalista José Augusto. Confira:


O presidente do núcleo do SIMPROESEMMA fez uma recapitulação dos direitos que estão sendo cobrados pelos servidores, dentre os quais a implantação do plano de cargos, carreiras e remunerações de Santa Quitéria.

Ele Anunciou que em assembleia geral foi definido paralisação total de atividades dos servidores da educação, a partir de segunda-feira, 28, e comentou sobre a tentativa do executivo em vetar algumas das exigências do plano, dizendo que essas alterações, ou modificações só podem ser feitas mediante aprovação de servidores, Câmara e sociedade.

José Augusto falou sobre a cobrança da recomposição salarial, que deveria ter ocorrido ainda em 2014, criticando decretos do executivo que burlam a lei do piso nacional dos professores.



Ele relatou que no ano de 2013 os vencimentos médios dos educadores eram de 1100, enquanto que agora são inferior aos 700, 00 com os descontos, isso mesmo o município tendo recebido quase 19 milhões do Fundeb. 


José Augusto valou a falta de um pagamento digno tem ocasionado privações aos servidores e comentou sobre o desrespeito com os vigias, que recebem apenas um salário mínimo, sem direito a risco de vida e adicional noturno, como preceitua a lei.

"Nós servidores da educação estamos sendo penalizados. Os filhos de Santa Quitéria estão sendo penalizados. Educação não é gasto, educação é investimento". Afirmou 

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